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Displasia Coxofemoral
Tracejado
A displasia coxofemoral é uma doença ortopédica e hereditária, muito comum em raças de cachorros grandes, como os Rottweilers. A sua presença acarreta o afrouxamento das articulações coxofemorais, ou seja a junção do membro traseiro na cintura pélvica. Nos cães com displasia, esse afrouxamento causa o atrito entre o fêmur e o quadril, o que destrói a cartilagem e é uma das principais causas de artrite e artrose na região.
Os primeiros sintomas podem aparecer por volta dos 4 meses de vida, e o principal deles é a dor. O cão então começa a mancar e, muitas vezes, a saltar com as patas traseiras juntas, evitando assim, movimentar a articulação que causa a dor. O não movimento pode culminar em atrofia dos músculos posteriores, sendo necessária intervenção cirúrgica para contornar o problema.
O Canil Lagoa Esmeralda faz questão de deixar claro que os sintomas descritos aqui aparecem na maioria dos cães que sofrem de displasia. Entretanto, há uma parcela menor de animais que não demonstram dor e, por isso é necessário um exame mais aprofundado para verificar.
Além disso, o Canil Lagoa Esmeralda também alerta aos donos de cães Rottweilers que não é possível afirmar com certeza se um cão tem ou não displasia apenas com a análise de sua movimentação. A displasia coxofemoral somente é detectada através de uma radiografia das articulações. O Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária (CBRV) é quem emite os laudos, analisando a radiografia das articulações, a cópia autenticada do pedigree do animal, um termo de responsabilidade do veterinário e um do proprietário do cão.
O laudo sobre a displasia obedece a seguinte escala:
HD- (grau A)
-
articulação normal / livre de displasia / isenta de displasia
HD+/- (grau B)
-
quase normal / próxima do normal
HD+ (grau C)
-
displasia leve
HD++ (grau D)
-
displasia moderada
HD+++ (grau E)
-
displasia severa
Apenas cães classificados como HD- estão totalmente livres da displasia.
O Brasil permite que cães que possuam, no máximo, classificação HD+ sejam aceitos para reprodução. Entretanto, esses cães só poderão acasalar com cães HD-.
Quando o problema anda está num grau leve, os tratamentos podem ser diversos. Antiinflamatórios, exercícios, fisioterapia, homeopatia e acupuntura, são os mais comuns. Mas, dependendo da gravidade do caso, pode ser necessário operar. Sob essa hipótese o veterinário deve avaliar bem os riscos e benefícios.
Mesmo pais que não possuam a doença, podem ter filhotes com displasia. Por isso, os estudos antes do acasalamento e depois do nascimento do filhote, devem ser levados a sério.
Fique atento a alguns fatores que podem piorar (e não causar, já que a causa é hereditária) a displasia dos cães:
  • Superfícies escorregadias e lisas
  • Obesidade
  • Exercícios forçados
  • Suplementação alimentar sem acompanhamento/indicação do veterinário.
Canil Lagoa Esmeralda
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